1ª impressão

Como 1ª impressão, penso que, a comunidade académica do ensino superior é, de uma maneira geral, muito fechada sobre si própria. Não gostam de divulgar para a comunidade aquilo que fazem, a não ser para os seus pares (talvez para puxarem dos galões!). A tão apregoada colaboração, não sei se se aplica. A interdisciplinaridade... também não.
Ou seja, o conceito de CdP de Wenger, definido pelas 3 dimensões (o compromisso mútuo, a empresa conjunta e o repertório partilhado) não sei se se aplicará ao Ensino Superior (pelo menos quando são confrontados com colegas de outros graus de ensino).
É claro que me tenho cruzado com excepções. E a todos eles estou muito grata.
Mas também devo salientar que, pelas expressões deles, não devem estar muito habituados ao tipo de abordagem directa que costumo fazer (aliás questionam-me sempre... "como tomou conhecimento do meu trabalho?"). Então, não era suposto o seu trabalho ser do conhecimento de toda a comunidade? Não era suposto que todos os interessados no assunto, para além dos muros das faculdades, pudessem ter conhecimentos que que andam a estudar e a investigar os nossos professores universitários?


2ª impressão

Ah, como eu gostava de leccionar no ensino superior! Bem, na verdade, o que eu gostava mesmo era de ser investigadora a tempo inteiro. Sou colaboradora do CEMRI - Universidade Aberta... (em regime de colaboração institucional).
Isto de leccionar no ensino básico e secundário, dá, por vezes, a sensação de que estamos a trabalhar em ilhas. A nossa actualização, o nosso investimento na qualidade do ensino, não me parece que seja valorizado o suficiente. O tempo e dinheiro que despendemos na nossa valorização não é recompensado. Eu gosto de falar com outros colegas de outras escolas, de outros graus de ensino, de outras disciplinas... Desta interacção, para mim, resulta (quase) sempre numa mais valia. Há sempre coisas para aprender; há sempre coisas para aplicar; há sempre coisas para reflectir...
Precisava de frequentar acções de formação, congressos, seminários, workshops. Precisava de contactar com entidades internacionais e de ver o que por lá se está a fazer.